domingo, 20 de janeiro de 2013


AS GRANDES POLÊMICAS SOBRE A INTRODUÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS


Como você deve ter observado na leitura do texto, as grandes polêmicas sobre a introdução da educação sexual nas escolas sempre foram relacionadas às seguintes questões:
 A – Quando deve se iniciar a educação sexual?
B – A quem cabe a tarefa de iniciar a educação sexual? À família ou à escola?
C – A escola deve ou não abordar as questões morais e de formação de valores relacionados à sexualidade?
Dê sua opinião sobre as questões citadas, apresentando os argumentos que considera mais importante.
QUESTÕES

A – Quando deve se iniciar a educação sexual?
A educação sexual deve começar a ser trabalhada no momento que a própria criança pergunta. Pais e professores devem estar sempre preparados para orientá-las sobre o assunto, lembrando que os primeiros questionamentos geralmente começam por volta dos três anos.
Muitos pais e educadores não sabem como lidar com os filhos e alunos quando o assunto é sexualidade, deixando-os livres a informações muitas vezes sem fundamentos e nada positivas para a formação desta criança ou adolescente sobre o mesmo e quando essa informação é passada de forma errada pode gerar resultados negativos. Todos ainda têm que pela aceitação, conscientização e responsabilidade das pessoas diante a estes fatos. No pensamento de LIMA (Ibid, p. 5) “Não existe uma idade ideal para o trabalho de Orientação Sexual.” Segundo ela, se esse  espaço for a escola, a Orientação Sexual deve acontecer sempre. Pois não devemos passar informações inconscientes, infundadas e que tragam preconceitos, tabus etc.
A escola e os educadores devem estar comprometidos de que estão formando alunos para vida e a sexualidade faz parte da vida do individuo desde o momento em que ele nasce. A formação oferecida nas escolas tem como comprometimento a formação de cidadãos criticas e com visão. A sexualidade também é influente neste processo.

B – A quem cabe a tarefa de iniciar a educação sexual? À família ou à escola?
Os PCN’s deixam claro que a função da escola é transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade, contribuindo, assim, para o pleno desenvolvimento do educando. Nesse sentido, é preciso que a escola se reformule que reveja seu papel.
A escola tem que dar orientações acerca do que considera certo ou errado, valores e critérios morais, desde o nascimento como por toda a vida, de acordo com a idade, a curiosidade da criança. O papel da escola é trabalhar com a orientação sexual, principalmente com trabalhos preventivos, levando em conta a realidade do individuo, fazendo com que possam analisar a sua realidade e refletir sobre ela.
A escola tem que estar preparada e encarregada de transmitir instrução, ler, escrever, contar, transmitindo-lhes não só a educação dos conhecimentos da educação, mas também abrangendo todos os setores da vida humana, a família, o estudo, a religião, os hábitos, a linguagem, o comportamento, o sexo e as relações sociais das crianças entre si.
Parafraseando PINTO (1997, p. 50), entende-se que a função da escola é construir individualidades (identidades) e, se é dessa maneira indireta que se dará sua contribuição ao amadurecimento da sexualidade juvenil, uma enorme transformação precisa ser realizada no seu interior.
Os pais e a escola trabalharem juntos, com isso essas crianças terão uma educação satisfatória com todos os conhecimentos necessários, para que tenham uma formação de suas atitudes sociais e morais de responsabilidade e uma personalidade sadia.

C – A escola deve ou não abordar as questões morais e de formação de valores relacionados à sexualidade?
Sim a escola deve abordar essas questões com o compromisso de dar continuidade à introdução sobre a sexualidade já iniciada pela a família.  É muito importante se trabalhar a educação sexual a todo tempo, pois o individuo nasce sexual e deve ser estimulado, orientado e educado desde pequeno sobre o seu desenvolvimento moral e a formação de seus valores. Daí a importância da família, da escola e de educadores na orientação sobre a sexualidade, como deve ser trabalhada, sendo de maneira a não reprimir, pois trata-sede um instinto que não deve passar por despercebido, mais sim dialogado para que formemos cidadãos conscientes, de escolha e que se valorizem.
Com isso podemos ver o quanto é importante a diversidade sexual durante o processo e ensino aprendizagem, pois a escola não pode mais simplesmente encaminhar ou marcar horária para tratar essas questões, cabe a escola se aprofundar em conhecimentos científicos historicamente construídos e  através de discussões e reflexões oportunizar a mudança de atitudes a todos os sujeitos envolvidos na educação em busca dos seus valores.
Dê sua opinião sobre as questões citadas, apresentando os argumentos que considera mais importante.
Sabemos que é necessário que aja mudanças na educação, é preciso que incluam cursos d capacitações para os professores em seus currículos sobre sexualidade, para que eles não omitam tais discussões, revejam suas praticas pedagógicas para que o aluno não fique sem informações e para que a mesma seja transmitida de forma correta.
Todo ser racional necessita desde a infância de uma boa orientação sexual, principalmente na adolescência, em vista da puberdade e da descoberta e interesse pelo outro. Sabemos que os pais têm papel fundamental quanto à orientação sexual de seus filhos, assim como a Escola não pode se omitir.
A meu ver a sociedade não estaria como esta hoje, se esses tabus da sexualidade não tivessem sido quebrados há muito tempo. Pois se omitirmos essas informações só aumentaria ainda mais os índices de jovens grávidas, prostituição infantil, violência sexual e etc. isso só estar mudando porque a mudança de visão dos pais e educadores pelo processo de formação sexual destas crianças, jovens e adolescentes está cada dia mudando.
Nós como futuros professores, vemos a importância de se educar para uma nova sociedade, de estimular, resgatar valores e princípios que hoje já estão esquecidos e acima de tudo somos conscientes da importância e responsabilidade diante desse tema que é a sexualidade.
Sabe-se que mudar é difícil, a missão é árdua, os desafios são imensos, porém, cabe a cada um ousar e tentar mudar esse quadro, promovendo as mudanças necessárias, pois, como diz Cecília Meirelles, "o vento é o mesmo; mas sua resposta é diferente a cada folha.

RFERENCIAS:
LIMA, H. O papel de cada um na orientação sexual e os diferentes modelos de trabalhos. Disponível em: <www.boasaude.com/lib/Shoudox.cfm?libDocId> Acesso em 07/09/2012.
PINTO, H. D. de S. A individualidade impedida: adolescência e sexualidade no espaço escolar. In: AQUINO, J. G. (org.). Sexualidade na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.

GUIA DE ORIENTAÇÃO SEXUAL: diretrizes e metodologia. 4a ed. São Paulo: Casa do psicólogo, 1994.
Parâmetros Curriculares Nacionais: Orientação Sexual Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) Secretaria de Educação Fundamental Brasília: MEC / SEF, 1996.
Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/as-implicacoes-da-sexualidade-infantil-e-a-orientacao-sexual-nas-instituicoes-escolares/14248/#ixzz25nCRhaFt


CONCEPÇÃO DE SEXO NA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE
Faça uma pesquisa acerca da chamada revolução sexual dos Anos 60. O resultado poderá ser apresentado através de resumos de livros, pesquisas online, incluindo vídeos e filmes.
PESQUISA
ANOS 60: A REVOLUÇÃO SEXUAL
Fagundes nos diz que “É preciso criar oportunidades para que as pessoas reflitam sobre suas ideias, sentimentos e conflitos na área da sexualidade e envolvam a totalidade do seu ser na reinterpretação e reconstrução da realidade”.
Os anos 60 foram considerados como anos rebeldes com muito sexo e rock roll, ou seja, foram anos muito mais que rebeldes ou dourados, foram revolucionários.
Foram anos de muita agitação de muitas revoluções, como a revolução sexual foi uma delas, anos de pura liberdade da descoberta da pílula anticoncepcional que deu uma libertação as mulheres.
Amo de intensificação da guerra fira entre os estados Unidos e a Rússia. Da corrida Armamentista, da chegada do homem a lua, que se concretizou a corrida espacial, onde os Estados Unidos brigava com a Rússia pra ver quem conseguia chegar primeiro ao solo lunar. Também foram anos em que as mulheres queimaram sutiã em praça pública e o movimento hippie.
No Brasil é considerado o maior marco da historia dos anos 60 o golpe militar que tomaram o poder, o chamado regime militar, anos de ditadura e de censura, o mundo vive um momento conservador, mas os ideais esquerdistas e anarquistas fazem a cabeça dos jovens do mundo todo. O Muro de Berlim é construído em 1961. Em 1964, começa a ditadura militar no Brasil, que dura por 21 anos. O ano mais agitado é 1968, com o emblemático mês de maio, das barricadas e greves estudantis. O líder Martin Luther King é assassinado. Houve certa movimentação cultural com a jovem guarda, uma efervescência musical, anos dos festivais de M P B e o tropicalismo.
Comida e bebida: Os refrigerantes se tornam populares. São dessa época aquelas famosas propagandas da Coca-Cola e o slogan 'Isso é que é, Coca-Cola!' É criado o forno de microondas e os alimentos congelados reinam. Os drinques favoritos eram Cuba Libre (Coca-Cola com uma dose de rum) e Hi-Fi (refrigerante de laranja com uma dose de vodca).
Com isso surge o marco das drogas: A contracultura faz crescer o consumo de LSD e maconha. Ao mesmo tempo, a descoberta dos efeitos nocivos do cigarro, como o câncer de pulmão, dá início à campanha antitabagismo. O sexo é visto como o amor livre pregado pelos hippies, somado à descoberta na década anterior da pílula anticoncepcional, causa uma revolução sexual. Para completar, a psicanálise propunha uma teoria de que alguns problemas psicológicos estariam relacionados à repressão sexual.
A moda e vista como: O biquíni explode nas praias cariocas e o presidente Jânio Quadros proíbe o uso da peça. O visual dos meninos é inspirado em astros do cinema como James Dean e Marlon Brando, com jaqueta de couro, topete e jeans. O feminismo ganha espaço e as meninas começam a usar calças cigarette.
Na época a frase mais usada era: 'É proibido proibir', um dos slogans de 68. Em 1969, ocorre o festival de música Woodstock, nos Estados Unidos, máxima representação do movimento hippie e da contracultura. No Brasil, a tropicália rompe com o nacionalismo e propõe a mistura da cultura brasileira a elementos estrangeiros, como forma de criticar a ditadura.
As gírias dos anos 60 mais usadas seriam: 'É uma brasa, mora!', fossa, gamar, pé-de-chinelo, 'pode vir quente que eu estou fervendo', 'pra frente', quadrado. Os ídolos que marcaram a década de 60 foram: Beatles, Che Guevara, Mao Tsé-Tung. Com isso a ciência começa as pesquisas com transplante de órgãos.
Sabemos que é de suma importância registrar essas mudanças, pois se trata de acontecimentos que marcaram essa época, e vala a pena relembrar sempre.

REFERENCIAS:
FAGUNDES, Tereza Cristina Pereira. Educação sexual, construindo uma nova realidade. Salvador, Instituto de Biologia da UFB, 1995.
SITES DE AJUDA DISPONÍVEIS EM:
<http://almanaque.folha.uol.com.br/anos60.htm> Acesso em 28/08/2012.
<http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1960> Acesso em 28/08/2012.
<http://www.webartigos.com/artigos/educacao-sexual-sexualidade-antes-e-depois/1489/#ixzz24rVjsknI> Acesso em 28/08/2012.
<http://pt.shvoong.com/books/1646346-d%C3%A9cada-60-rebeldia-contesta%C3%A7%C3%A3o-repress%C3%A3o/#ixzz24siVcP00> Acesso em 28/08/2012.



ESQUEMA DESTACANDO AS QUATRO PARTES RELATIVAS À CONCEPÇÃO DE SEXO NA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE
  

Nesse esquema apresentamos uma analise retrospectiva das concepções de sexualidade no desenvolvimento progressivo da humanidade, porém se trata dos grupos de civilizações aos quais estamos vinculados, ou cujos padrões culturais exercem uma influencia predominante sobre o mundo ocidental.


1- ETAPA: DA DIVINIZAÇÃO DO SEXO
1.1- Elemento sexual para o homem primitivo e para as antigas Civilizações está nas artes, na religião, na vida social e cotidiana e posteriormente na literatura, sendo o sexo levado à categoria divina.
1.2- Na época pré-histórica, e no período paleolítico superior, primeiras representações artísticas de figuras humanas tinham as partes sexuais em relevo.
1.3- Nas Civilizações antigas e no Oriente Médio o sexo feminino era exaltado como símbolo de fecundidade.
1.4- Na Mesopotâmia e Ásia Menor e os povos semitas prestavam cultos à natureza, considerando-a como grande Mãe, Deusa Mãe e terra mãe. Ambos acreditavam que a origem de todas as coisas estava na mãe natureza. Tendo como símbolo religioso as partes íntimas da mulher mais especificamente a vagina.
1.5- Para o homem primitivo era impossível estabelecer a relação entre ato sexual e a gravidez.
1.6- A partir do desenvolvimento da agricultura e dos estudos de matemática e astrologia evidenciaram-se a participação do elemento masculino na reprodução.
1.7- Na concepção dos povos antigos, a lua pertencia ao sexo masculino unindo-se sexualmente a Terra Mãe, por meio de observações ambos comprovaram a força da fecundidade, surgindo assim o culto do deus masculino, deus filho; um deus que morre para novamente ressuscitar.
1.8- Portanto, o culto da Vagina foi imediatamente complementado pelo culto do pênis, que posteriormente ocupa o lugar mais destacado.

2- ETAPA: DA NATURALIZAÇÃO DO SEXO (etapa da personalização do sexo)

2.1- Os cultos primitivos a grande Mãe e a visão fecundante da terra deixaram de ser importantes. Conseguindo homem distinguir e separar o sexo da ideia de reprodução.
2.2- A nova civilização urbana se constitui em volta do comércio.
2.3- O homem passou a ser distinguido pela cultura clássica por dois elementos principais: como sendo “animal racional”, e constituído pelos sentidos corporais e pela sexualidade.
2.4- O homem passa a ser Integrado por dois comportamentos: um superior, representado pela mente, onde se encontram os valores do espírito; outro inferior,

representado pelo corpo, em que se manifestam os instintos animais, cuja expressão máxima é a sexualidade.
2.5- A sociedade clássica sofreu a influência da nova mentalidade urbana.
2.6- Nessa nova sociedade se distinguem mais a utilização do sexo como prazer do que como elemento de reprodução. Gerando também uma dupla concepção da mulher, destinada à reprodução, a mulher do lar e a mulher profissional na arte do amor.
2.7- A primeira esposa se dedicava aos afazeres domésticos e à criação dos filhos. A segunda será mulher presente em todas as manifestações de alegria do mundo clássico.
2.8- O homem encontra a satisfação dos seus instintos sexuais nos teatros, banquetes, termas e prostíbulos públicos.
2.9- O homem do mundo clássico perde o contato direto com a natureza e a concepção de mistério e fatalismo.
2.10- A prostituição passa da esfera sagrada para a profana. As mulheres se prostituíam nos templos e o dinheiro era dedicado exclusivamente ao serviço divino.
2.11- A homossexualidade feminina encontra no mundo clássico sua primeira forma de expressão, a que se deve a origem do nome lesbianismo.
2.12- Uma nova visão da vida concebida pelo cristianismo provocou uma transformação radical nos valores culturais e morais até então vigentes.
2.13- A civilização clássica perde sua hegemonia, surge uma nova civilização que se caracteriza pela tradição clássica, a cultura germânica e a religião cristã.

3- ETAPA: A REPRESSÃO DO SEXO

3.1- a história foi dividida em dois períodos antes e depois de Cristo. O cristianismo não teve sofreu perseguições por parte dos imperadores romanos;
3.2- A partir do século IV, a mentalidade religiosa transformou-se, Constantino aceita a nova fé e dá liberdade aos cristãos, o cristianismo torna-se religião oficial do estado.
3.3- Predominando a concepção naturalista, onde se afirma a superioridade do espírito sobre a matéria, o predomínio da alma sobre o corpo.
3.4- Os cristãos se opõem a concepção do sexo como um valor independente da reprodução;
3.5- O cristianismo predomina nas cidades, enquanto que outros cultos surgem nas aldeias (pagus); o termo “pagão”, habitante da aldeia, passa a ser sinônimo de não cristão.

3.6- - A visão cristã criou um novo valor: a virgindade, no valor de eternidade, para o cristianismo o sexo era vinculado ao pecado: o desejo sexual é fruto do pecado original de Adão e Eva.
3.7- A reprodução era admitida para aqueles que não conseguiam alcançar a
perfeição evangélica.
3.8- Na civilização cristã constituiu-se a hegemonia do celibato e da virgindade Clérigos, frades e freiras se destacam pela total abstinência sexual.
3.9- A reprodução sem sexo se fortalece no nascimento de Cristo, onde Maria “não conheceu homem e concebeu o seu filho sem a ruptura do hímen, conservando sua virgindade”.
3.10- Na nova civilização ocidental o hímen será como símbolo da virgindade. O tema “sexo” é considerado imoral e vergonhoso e é eliminado da sociedade. Atribuem uma censura moral a demonstração ou revelação sexual.
3.11- É considerado ideal que uma jovem chegue ao casamento na mais completa ignorância sexual.
3.12- A prostituição, praticada antes publicamente, passa a ter uma vida clandestina na civilização ocidental.
3.13- Esta mentalidade dominou durante 1500 anos apesar de reações como o Renascimento, o cristianismo manteve sua influência até o período da II Guerra Mundial a hegemonia europeia chega ao fim, os pilares morais e religiosos da sociedade foram abalados. Surge uma nova época.

4- ETAPA: A PERSONALIZAÇÃO DO SEXO

4.1- Nessa etapa o sexo se manifesta de diversas formas: em fotografias, no cinema, na televisão e, principalmente, na Internet. Na literatura, na moda e nos costumes, seja o sexo está sempre em primeiro plano.
 4.2- Um movimento de caráter eugênico, dirigido por médicos e eugenistas, defendia a volta do homem ao seu estado primitivo, surgem às colônias nudistas.
4.3-A literatura da época se situada sobre a sexualidade e a educação sexual.
4.4- A exploração direta do sexo como produto de comercialização é feita por meio de fotografias, websites, filmes, revistas e livros de caráter explicitamente erótico ou pornográfico.


4.5- A prostituição era um aspecto característico nessa época. Mesmo sendo proibida em alguns países, era praticada tanto na alta sociedade como na população de menor poder aquisitivo.
4.6- O homossexualismo masculino e feminino é aceito. Os mesmos contraem direitos de cidadania reconhecida pública e religiosamente.  Reconhecendo que a sexualidade não é apenas uma dimensão individual da pessoa, mas também uma dimensão social.







REGISTRO DE DUPLA ENTRADA


FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA SEXUAL - VISÃO ANTROPOLÓGICA

AUTOR
CONCEITOS

Werebe (1998, p. 15)  
“Os desejos, as emoções e as relações interpessoais são formadas pelas interações com a cultura da sociedade em que se vive”.


Malinowski (1970)
“O homem possui tendências sexuais, porém essas tendências recebem sua forma e orientação através de um conjunto de regras culturais que variam de uma sociedade para outra”.


Tiefer (1981)
“Toda sociedade modela o desenvolvimento e a expressão da sexualidade em uma forma única, talhada pelas condições sociais, políticas e econômicas de sua própria existência”.


Kelly (1996)
“O ponto crucial para o desenvolvimento de programas de educação sexual: a atenção às diferenças de atitudes, comportamentos, expectativas e necessidades criadas pelas diferenças no ambiente social e cultural”.


Gregersen (1983)
“O sexo começou como uma adaptação biológica e logo, em todas as culturas, transformou-se em um ponto focal para códigos sociais e morais, gerando temas que passam através da religião e da arte, participando de sistemas simbólicos excessivamente complexos”.


Castagnino (1979)
“A antropologia define a singularidade das nações, sendo fiel aos costumes e culturas distintos”.


Nieto (1989)
“É através da amplitude dos estudos transculturais, podemos compreender nosso próprio comportamento sexual e o comportamento dos demais”.


Kelly (1996)
“Em seu sentido mais amplo, a sexualidade interage com todos os aspectos da vida humana. A sociologia e a antropologia do sexo espelham os padrões sociais, legais e culturais que têm um importante papel na sexualidade”.

Lopez e Fuertes (1996, p. 7)

“A sexualidade como todas as realidades complexas, não pode ser definida de um só ponto de vista, uma ciência isolada ou umas poucas palavras, que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas por diferentes ciências”.


Juhasz (1976)
“Ciências como a antropologia, a história, a medicina, a filosofia e a psicologia fornecem uma base interdisciplinar para a discussão do comportamento sexual que facilita a compreensão e a avaliação dos sistemas de valores”.


Martinez e Pascual (1995)
“O tema é tratado sem levar em conta o ponto de vista de diferentes ciências, corremos o risco de obter uma visão simplista e parcelada da realidade”.


Arizza (1991)
“A finalidade última da educação sexual deve ter em conta uma visão antropológica personalista da sexualidade, a integração da sexualidade da criança e do adolescente no conjunto da sua personalidade total, não só na sua forma conceitual, mas, sobretudo, vivencial”.


Reiss (1961)




“Uma educação sexual assim representada só é possível se o educador estiver liberado de suas próprias repressões”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

MEIO AMBIENTE E OS PRINCÍPIOS GERAIS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL


Nos últimos anos, as questões ambientais têm adquirido uma grande importância em nossa sociedade. Devido às mudanças que o mundo vem sofrendo, aumentam-se cada vez mais as buscas para os problemas sociais.
 A educação ambiental surge no tempo atual como ferramenta para auxiliar o processo de educação geral do homem contemporâneo, para que ele possa compreender melhor a relação com seus semelhantes e com o meio ambiente de vida (Magalhães, 1992; CINEA, 1991).
Preservar o meio ambiente é muito importante para que possamos ter um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro. Se todos fizerem um pouquinho, podemos contribuir para um mundo melhor. Essas atitudes iniciam-se em casa, onde bastam alguns cuidados básicos como:
● desligar a água enquanto faz a escovação, ensaboa pratos, copos, talheres e panelas.
● evitar banhos demorados.
● desligar as luzes ao sair de algum cômodo.
● utilizar o ar condicionado com moderação.
● dedicar dias da semana para lavar e passar roupas, evitando assim o uso vários consumos.
● separar os lixos corretamente para a coleta seletiva.
Já nas escolas, a educação ambiental como prática educativa deve ser definida como sendo elemento integrado dos sistemas educativos de que dispõe a sociedade. Para tanto, deverá não só transmitir conhecimentos, mas também desenvolver habilidades e atitudes que permitam que os homens atuem efetivamente no processo de manutenção do equilíbrio ambiental, de modo a garantir uma qualidade de vida mais condizente com as necessidades. Segundo KRASILCHICK (1986), a educação ambiental não é a solução mágica para os problemas ambientais (...), é um processo contínuo de aprendizagem de conhecimento e exercício da cidadania, capacitando o indivíduo para uma visão crítica da realidade e uma atuação consciente no espaço social.
Considerando a Educação Ambiental um processo contínuo e cíclico, o método utilizado pelo Programa de Educação Ambiental para desenvolver os projetos e os cursos  de capacitação de professores conjuga os princípios gerais básicos da Educação Ambiental (Smith, apud Sato, 1995).


Princípios gerais da Educação Ambiental:

● Sensibilização: processo de alerta, é o primeiro passo para alcançar o pensamento sistêmico;
● Compreensão: conhecimento dos componentes e dos mecanismos que regem os sistemas naturais;
● Responsabilidade: reconhecimento do ser humano como principal protagonista;
● Competência: capacidade de avaliar e agir efetivamente no sistema;
● Cidadania: participar ativamente e resgatar direitos e promover uma nova ética capaz de conciliar o ambiente e a sociedade.
A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é incontestáveis e a importância de começar a educação ambiental na infância é inquestionável. Todas as escolas precisam elaborar projetos que mudem o comportamento de um maior número possível de estudantes e torná-los agentes da defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. E a educação ambiental inserida nas atividades escolares, tornará foco principal de toda e qualquer atividade. O grande desafio é desafiar os alunos para despertar o desejo de aprender e consequentemente mudar alguns hábitos.
      

sexta-feira, 2 de novembro de 2012




COMO FAZER UM RELATÓRIO CIENTÍFICO

Um relatório científico serve para comunicar os resultados finais de um trabalho laboratorial de investigação, de estudo, de pesquisa, etc.
Deverá ser um relato completo que possa permitir a qualquer pessoa que o leia adquirir uma visão global do estudo efetuada, fornecendo de modo objetivo a informação mais relevante.

COMO ELABORAR UM RELATÓRIO CIENTÍFICO

A APRESENTAÇÃO

O aspecto geral e qualidade gráfica do relatório têm importância. Por isso deve evitar-se rasurar, riscar ou utilizar correto. Apertar a letra, diminuir o espaço entre linhas, ocupar as margens, e utilizar vários tipos de letra, tornará a leitura difícil e a apresentação pouco atraente.
É importante deixar-se sempre margens interiores (esquerdas) e superiores com, aproximadamente, três centímetros e margens exteriores (direitas) e inferiores com, aproximadamente, dois centímetros.
O relatório deve ter uma capa. Se for pequeno, pode dispensar uma encadernação.
A capa não deve ser enfeitada ou embelezada.

Deve conter a informação seguinte pela ordem indicada:

1º - nome da instituição onde a investigação foi realizada,

2º - título do trabalho, (destacado com letra maior ou sublinhado),

3º - nome do(s) autor (es) e identificação do(s) mesmo(s),

4º - âmbito de realização o trabalho (disciplina, projeto, etc.),

5º - local e data.

O título deve dar uma indicação clara do assunto tratado explicitando o problema resolvido. Na maioria das vezes pode utilizar-se o título do protocolo experimental.

A linguagem deve ser cuidada e cientificamente correta. A escrita de símbolos e fórmulas químicas, bem como de unidades e grandezas, obedecem a regras e normas que devem ser respeitadas. No discurso utilizado pode optar-se por um estilo impessoal, plural ou narrativo. A utilização do tempo verbal passado justifica-se por se estar a relatar acontecimentos já ocorridos.

A ESTRUTURA DO RELATÓRIO

Pode optar-se por uma estrutura que inclua: Resumo, 1-Objetivo, 2-Introdução, 3-Procedimento Experimental, 4-Resultados e 5-Conclusão e Crítica dos Resultados. Estas diferentes partes do relatório são identificadas com subtítulos.
O Relatório de trabalho científico deverá ainda obrigatoriamente incluir a bibliografia que foi utilizada. Poderá ainda ter anexos e/ou apêndices.

RESUMO
Deverá conter de forma sucinta as questões ou informações mais importantes referidas no relatório, ou seja, explicará a finalidade do trabalho, descreverá o método utilizado apresentará os principais resultados, conclusões.
Esta parte do relatório só deve ser feita no final, pois só nessa altura é possível ter a visão global de todo o relatório, embora esteja localizado logo no início do relatório.

1- OBJETIVO
Deverá indicar de modo claro e breve quais são os objectivos do trabalho, ou seja, qual é o problema a ser resolvido.


2- INTRODUÇÃO
A introdução deve apresentar o tema geral do trabalho experimental, ou seja, as suas premissas teóricas. Pode indicar alguma informação acerca do tema em estudo, nomeadamente, parâmetros com as quais se pretende comparar os resultados obtidos e as previsões, ou seja, os resultados que se esperam obter. A maior parte das vezes 3 ou 4 parágrafos, bem escritos e fundamentados em bibliografia adequada, são suficientes para introduzir o assunto a tratar.

3- PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Salvo indicação contrária, não é necessário indicar a lista de material utilizado no trabalho uma vez que esta já existe na planificação do trabalho experimental (protocolo). No entanto, se o método se basear na utilização de um determinado aparelho - método Instrumental - deve indicar-se o tipo de aparelho utilizado ou a marca/modelo, bem como as suas características técnicas mais importantes (alcance, tolerância, etc.). Se foi necessária uma montagem de equipamentos, deve apresentar-se um desenho esquemático da mesma e respectiva legenda.
Não é necessário fazer um relato detalhado de todos os passos seguidos. No entanto será importante fazer um resumo do procedimento experimental, onde se selecionam apenas os passos fundamentais. Se os passos essenciais forem devidamente justificados então estaremos a fundamentar a técnica utilizada.
Devem referir-se as alterações/adaptações ao protocolo.

4- RESULTADOS
A apresentação dos resultados deve constituir uma compilação do conjunto de dado-resultados/resultados/observações obtidos durante a realização experimental. Sempre que possível, devem ser apresentados em tabelas, quadros, esquemas ou gráficos.
Muitas vezes a apresentação dos resultados resume-se à caracterização das amostras obtidas e/ou às observações efetuadas durante a realização do trabalho.
A análise dos resultados não deverá ter um caráter interpretativo, deverá limitar-se a destacar os resultados considerados mais evidentes ou dar-lhes uma forma mais compreensível, geralmente através do seu tratamento matemático, estatístico ou gráfico. Nestes casos, deve apresentar-se apenas um exemplo claro e bem explicado de cada cálculo efetuado.
As medições efetuadas e os resultados de cálculos devem apresentar-se sempre com as respectivas unidades e com o número de algarismos significativos correção ou com as incertezas respectivas.


5- CONCLUSÃO E CRÍTICA DOS RESULTADOS

Será necessário realçar os principais resultados e comentá-los de um ponto de vista crítico, traduzindo a opinião do autor sobre o seu interesse e qualidade. Isso implica avaliar se estes são aceitáveis tendo em consideração os objetivos iniciais do trabalho e aquilo que estava previsto ou estipulado, o que, por vezes, envolve uma comparação entre os dados obtidos experimentalmente e a informação bibliográfica. No final desta avaliação deve apresentar-se, claramente, a resposta ao problema enunciado na introdução.
Os fenômenos ou resultados imprevistos devem ser aqui referidos e, sempre que possíveis interpretados. Devem apontar-se as possíveis causas de afastamento dos resultados em relação ao que era esperado (erros/incertezas experimentais? de que tipo? de que grandeza? Quais os mais importantes? Haverá deficiências do método utilizado?). Quando o objetivos do trabalho for utilizar uma determinada técnica experimental, deverão ser indicadas as dificuldades sentidas e limitações identificadas.
Podem ser apresentadas recomendações a tomar em função dos resultados obtidos, sugestões para investigações posteriores ou ainda, alterações ao procedimento seguido ou à técnica utilizada.